Programa de governo será a base para o diálogo sobre o segundo turno, afirma Marina

 

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Após o fechamento da apuração dos votos em todo o Brasil, Marina Silva, candidata à Presidência pela Coligação Unidos pelo Brasil, fez um pronunciamento para avaliar o resultado da eleição e as perspectivas para o segundo turno. Marina conquistou 21,3% dos votos e a terceira colocação na corrida presidencial.

A presidenciável discursou para uma plateia de convidados, jornalistas, militantes e simpatizantes da campanha. “Quero agradecer de modo especial à minha família, aos coordenadores da campanha, Walter Feldman e Luiza Erundina, ao Beto [Albuquerque], meu amigo e companheiro de jornada, e a todos os que participaram da campanha”, falou Marina. “Essa jornada começou em 5 de outubro de 2013, há exatamente um ano, quando eu e Eduardo Campos fechamos uma aliança com as seguintes diretrizes: aprofundar a democracia, melhorar a qualidade da política, fazer com que a sociedade brasileira encontrasse o caminho para se reconectar com as instituições e as lideranças políticas”, disse.

Marina fez questão de reforçar que a decisão de que “não vale ganhar a qualquer custo” não é uma estratégia de campanha, mas sim, uma visão de mundo. A candidata avaliou como positiva sua participação no debate eleitoral por ter valorizado a discussão de ideias, com respeito aos eleitores e aos adversários políticos. “Meu objetivo de vida não era destruir a Dilma ou o Aécio, era somente construir o Brasil que merecemos, acabar com essa polarização que leva o país aos extremos”, comentou.

“Não faço parte da ética de circunstâncias. Neste momento, não estou aqui como derrotada, mas como alguém que continua de pé porque não teve de abrir mão dos princípios para ganhar a eleição”, destacou Marina, ao lado de Beto Albuquerque. O candidato a vice afirmou que cumprirá o mandato de deputado federal pelo Rio Grande do Sul e depois “avaliará os rumos profissionais e políticos de sua carreira”.

Para o segundo turno, a posição da Coligação Unidos pelo Brasil será tomada com base no diálogo feito a partir do programa de governo. Marina afirmou que os partidos que compõem a aliança (PSB, Rede, PPS, PPL, PRP, PHS e PSL) tomarão uma decisão conjunta. “Nossos partidos haverão de se reunir individualmente, depois vamos nos unir coletivamente. Queremos que o nosso processo nos mantenha unidos”, declarou.

“Nosso programa é a base de qualquer diálogo para a mudança que o Brasil já assinalou que deseja. O Brasil votou, em uma grande parte, contra aquilo que identifica como errado no atual governo. E votou também por uma mudança qualificada, a mudança que não está na lógica da oposição pela oposição e nem da lógica da situação pela situação”, disse Marina.

“Nós temos como referência de todo nosso processo melhorar a qualidade da política, ampliar e aprofundar nossa democracia. A sociedade brasileira expressou essa vontade de ver aquilo que ela mais deseja, que é esse país dando certo, que deixe de ser gigante pela própria natureza para ser gigante pelas decisões que tomarmos a partir daquilo que oferecemos, o nosso programa”, declarou.

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