‘Temos as mesmas capacidades, mas não as mesmas oportunidades’, afirma Marina em Paraisópolis

O bairro de Paraisópolis, em São Paulo, recebeu a candidata à Presidência pela Coligação Unidos pelo Brasil e o candidato a vice, Beto Albuquerque, com muita música e dança. Os presidenciáveis cumpriram agenda na capital paulista para conferir a apresentação da Orquestra Filarmônica de Paraisópolis e de grupos de balé da comunidade. Ao ver as pequenas bailarinas entrarem no palco montado na rua especialmente para a visita, Marina sorriu e comentou: “Estou me sentindo em casa com tantos coques, estou felicíssima”.

Após as apresentações, Marina e Beto conversaram com a população e reforçaram a disposição de promover um governo com as pessoas. A candidata defendeu a criação de políticas públicas que cultivem o respeito ao ser humano e levem à humanização da relação entre a polícia e a sociedade.

Marina reafirmou o compromisso com a educação em tempo integral, tendo como objetivo não apenas melhorar a formação das crianças e jovens brasileiros, como também garantir às mães o exercício pleno de suas atividades. Para ela, é preciso criar políticas que deem assistência mais sólida às mães, que muitas vezes ficam no dilema entre trabalhar e cuidar dos filhos, por falta de creches e escolas adequadas. “Todos temos as mesmas capacidades. O que falta são as oportunidades. As comunidades têm projetos, ideias e soluções”, disse.

Candidato a vice, Beto lembrou que a aliança está pautada por um programa de governo e que programas sociais como o Bolsa Família serão mantidos. Após o discurso, Marina e Beto concederam entrevista à rádio comunitária de Paraisópolis. “Cada vez mais, temos de sair do cenário de doação, para a condição de cidadãos”, disse Marina. “Saímos de Paraisópolis ainda mais reenergizados para fazer a mudança no Brasil”, completou Beto.

Em entrevista à imprensa, Marina reforçou que o processo de investigação para apurar os responsáveis pelos ataques ao site da campanha, em setembro, está sob a responsabilidade do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e da Polícia Federal. “Não vamos fazer qualquer pré-julgamento. O que sabemos é que foi uma ação articulada e com custo”, disse a candidata, que reafirmou o otimismo com a votação de domingo (05/10): “Já estamos no segundo turno e temos plena convicção de que os brasileiros não veem a eleição como um plebiscito, mas como um processo político”, concluiu.

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